“Eu fiz terapia com a inteligência artificial esta semana. Foi incrível. Ela

me entende completamente.” Quando a psicanalista Evelin Queiroz

ouviu essa frase, não se assustou com a tecnologia. O que a inquietou

foi outra coisa: o que acontece conosco quando passamos a nos

relacionar com algo que nunca nos rejeita, questiona ou confronta? Ao

longo deste livro, a autora investiga um dos fenômenos mais marcantes

do nosso tempo: a transformação da inteligência artificial de simples

ferramenta em interlocutora, conselheira, companhia emocional e

espelho do próprio sujeito. A partir de conceitos da psicanálise, ela

examina temas como narcisismo, validação, transferência, idealização

e a crescente dificuldade de lidar com a frustração e com a alteridade.

Para compreender esse processo, Evelin propõe uma comparação

instigante: ao fazermos exercícios, o desenvolvimento dos músculos

ocorre por meio de pequenas rupturas que o organismo consegue

elaborar e transformar em crescimento. Com a vida psíquica acontece

algo semelhante: são justamente os limites, os desencontros e as

frustrações suportáveis que ajudam a construir recursos emocionais

e amadurecimento. Mas o que ocorre se escolhemos um interlocutor

que suaviza essas rupturas e nos devolve, quase sempre, aquilo que

desejamos ouvir? Sem alarmismo e sem deslumbramento tecnológico,

esta obra convida o leitor a refletir sobre uma questão decisiva para

o futuro: o que ganhamos e o que deixamos de desenvolver em nós

mesmos, à medida que as máquinas se tornam cada vez mais presentes

em nossa vida emocional?

Psicanálise x Inteligência artificial

R$52,00
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“Eu fiz terapia com a inteligência artificial esta semana. Foi incrível. Ela

me entende completamente.” Quando a psicanalista Evelin Queiroz

ouviu essa frase, não se assustou com a tecnologia. O que a inquietou

foi outra coisa: o que acontece conosco quando passamos a nos

relacionar com algo que nunca nos rejeita, questiona ou confronta? Ao

longo deste livro, a autora investiga um dos fenômenos mais marcantes

do nosso tempo: a transformação da inteligência artificial de simples

ferramenta em interlocutora, conselheira, companhia emocional e

espelho do próprio sujeito. A partir de conceitos da psicanálise, ela

examina temas como narcisismo, validação, transferência, idealização

e a crescente dificuldade de lidar com a frustração e com a alteridade.

Para compreender esse processo, Evelin propõe uma comparação

instigante: ao fazermos exercícios, o desenvolvimento dos músculos

ocorre por meio de pequenas rupturas que o organismo consegue

elaborar e transformar em crescimento. Com a vida psíquica acontece

algo semelhante: são justamente os limites, os desencontros e as

frustrações suportáveis que ajudam a construir recursos emocionais

e amadurecimento. Mas o que ocorre se escolhemos um interlocutor

que suaviza essas rupturas e nos devolve, quase sempre, aquilo que

desejamos ouvir? Sem alarmismo e sem deslumbramento tecnológico,

esta obra convida o leitor a refletir sobre uma questão decisiva para

o futuro: o que ganhamos e o que deixamos de desenvolver em nós

mesmos, à medida que as máquinas se tornam cada vez mais presentes

em nossa vida emocional?