O crime organizado brasileiro já não cabe nos limites das favelas.

Ele avançou sobre bairros inteiros e infiltrou-se na política e na economia,

impondo suas próprias regras. Milícias e facções criminosas ampliaram

seus domínios e diversificaram suas fontes de renda, em um processo

que encontra paralelos até mesmo nos métodos de atuação das máfias

italianas. Este livro parte do subúrbio do Rio de Janeiro para revelar

uma realidade que se espalha pelo Brasil. Por meio de histórias reais,

mostra como o tráfico evoluiu, conquistou territórios e passou a interferir

diretamente na vida de milhares de pessoas. Para quem vive sob seu

domínio, não ver, não ouvir e não falar tornou-se uma espécie de mantra

de sobrevivência. No centro dessa história está a ascensão de Peixão,

traficante fundamentalista e expoente de um fenômeno que une crime e

religião: o narcopentecostalismo. Fascinado por símbolos e pela tecnologia

militar desenvolvida em Israel, ele promoveu a intolerância religiosa,

principalmente contra as religiões de matriz africana, e construiu em

torno de si a imagem de líder e estrategista, exaltado como um general

que expandiu o Terceiro Comando Puro por diversos territórios que ele

classifica como “terra prometida”. Mais do que a história de um criminoso

ou da violência carioca, a obra revela uma engrenagem que prospera

entre o medo, o dinheiro da corrupção e a apatia das autoridades.=

Terra prometida

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O crime organizado brasileiro já não cabe nos limites das favelas.

Ele avançou sobre bairros inteiros e infiltrou-se na política e na economia,

impondo suas próprias regras. Milícias e facções criminosas ampliaram

seus domínios e diversificaram suas fontes de renda, em um processo

que encontra paralelos até mesmo nos métodos de atuação das máfias

italianas. Este livro parte do subúrbio do Rio de Janeiro para revelar

uma realidade que se espalha pelo Brasil. Por meio de histórias reais,

mostra como o tráfico evoluiu, conquistou territórios e passou a interferir

diretamente na vida de milhares de pessoas. Para quem vive sob seu

domínio, não ver, não ouvir e não falar tornou-se uma espécie de mantra

de sobrevivência. No centro dessa história está a ascensão de Peixão,

traficante fundamentalista e expoente de um fenômeno que une crime e

religião: o narcopentecostalismo. Fascinado por símbolos e pela tecnologia

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principalmente contra as religiões de matriz africana, e construiu em

torno de si a imagem de líder e estrategista, exaltado como um general

que expandiu o Terceiro Comando Puro por diversos territórios que ele

classifica como “terra prometida”. Mais do que a história de um criminoso

ou da violência carioca, a obra revela uma engrenagem que prospera

entre o medo, o dinheiro da corrupção e a apatia das autoridades.=